Frentistas brasileiros já apresentam agravos à saúde e relatam ter vivenciado acidentes relacionados ao trabalho, ao mesmo tempo em que apontam fragilidades nas ações de prevenção e vigilância em saúde nos ambientes onde atuam.
Esses são alguns dos principais resultados da pesquisa “Trabalho, adoecimento e prevenção: percepção de frentistas brasileiros”, apresentada no dia 28 de agosto, durante o XXXVI Congresso Anual da ALASS – CALASS 2026, realizado em Montréal, no Canadá.
O trabalho é coordenado pela professora Janete Castro, coordenadora do Observatório de Recursos Humanos em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Observatório RH-UFRN), e tem como autoras Tatiana Mendes e Janete Castro.
A pesquisa teve como objetivo analisar a percepção de frentistas brasileiros sobre o adoecimento relacionado ao trabalho e as práticas de prevenção diante dos riscos ocupacionais presentes nesse ambiente.
Os resultados chamam atenção para a necessidade de ampliar estratégias de proteção à saúde dos trabalhadores que atuam como frentistas, considerando os diferentes riscos presentes em suas atividades cotidianas.
A pesquisa ainda destaca que investimentos em prevenção, fiscalização e ações de vigilância em saúde são fundamentais para promover ambientes de trabalho mais seguros e reduzir os riscos de adoecimento e acidentes relacionados ao trabalho.