Brasília/DF, entre o fim de novembro e o início de dezembro de 2025, o 14ª Abrascão abre espaço para histórias que atravessam números e revelam vidas.
Entre elas, surge a reflexão sobre quem mais sofre os impactos dos acidentes de trabalho com material biológico, um problema silencioso que acompanha rotinas exaustivas, vínculos frágeis e a urgência que marca os serviços de saúde.
Foi nesse cenário que o Observatório RH-UFRN levou ao congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva uma investigação dedicada a compreender por que trabalhadores pretos e pardos aparecem, com maior frequência, entre as vítimas desses acidentes.
A pesquisa, coordenada pela professora Janete Castro, parte da convicção de que entender esse fenômeno exige observar também o território, as condições econômicas, os investimentos em saúde e as desigualdades que moldam o cotidiano laboral.
A pesquisa, conduzida pela pesquisadora Tatyana Souza Rosendo, e apresentada por Tatiana Mendes no evento, convidou o público a enxergar os dados para além das tabelas.
Entre os resultados revelados, a pesquisa ressaltou que a cor da pele ainda define, em grande medida, o risco a que o trabalhador está exposto. Onde há maior desigualdade e menor oferta de proteção, os acidentes se acumulam justamente sobre aqueles que historicamente carregam os fardos mais pesados.
A discussão reacende a necessidade de políticas públicas que não apenas reconheçam essas diferenças, mas que se comprometam com sua superação. Porque cada acidente registrado é mais do que um número: é a marca de um sistema que ainda precisa se reinventar para cuidar de quem cuida.
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